Levando em conta
as diferentes
explicações sobre
a natureza das
fadas, dos elfos
e outros seres
incorpóreos
relacionados com
o mundo natural,
tudo parece
indicar que nos
achamos ante a
uma evidência de
que não estamos
sós no universo
nem, portanto,
somos o único
tipo de seres
inteligentes.
Segundo as
doutrinas
esotéricas
tradicionais, o
homem se move,
vive e tem seu
ser em um
universo do qual
apenas é
consciente. As
vibrações
captadas por
nossos cinco
sentidos e que
nosso cérebro
converte em
sensações
acústicas,
visuais, táticas,
olfativas e
gustativas,
representam uma
parte
infinitesimal do
espectro
vibratório em que
estamos imersos
as vinte quatro
horas , todos os
dias de nossas
vidas. Nossos
cinco sentidos
são janelas bem
estreitas, que só
nos deixam
perceber uma
minúscula parte
do mundo que nos
rodeia, a qual,
nos chega muito
distorcida.
O filósofo grego
Platão relatou
magistralmente
esta situação no
famoso mito da
"Caverna",
incluído na sua
obra "A
República". No
dito relato,
descreve Platão
uma série de
pessoas que estão
acorrentadas na
parte mais
profunda de uma
caverna.
Amarrados de cara
para a parede,
sua visão é muito
limitada e
portanto, não
podem distinguir
nada. A única
coisa que vêem é
a parede da
caverna que está
em frente à eles
e, de vez
enquanto alguns
reflexos de
objetos
distorcidos ou
animais que
passam diante de
uma grande
fogueira que os
prisioneiros têm
as suas costas.
Porém um
indivíduo pode
escapar e sai à
luz do dia, então
vê pela primeira
vez o mundo real
e volta para a
caverna para
dizer aos seus
companheiros que
a única coisa que
tinham visto até
aquele momento
são sombras e
aparências e que
um luminoso mundo
real lhes espera
no exterior,
assim que se
libertassem de
suas correntes.
O mundo de
sombras da
caverna simboliza
o mundo físico de
aparências.
Assim, limitada e
distorcida seria
a percepção dos
homens sobre o
mundo em que
vivemos. Quando
temos consciência
da grande
limitação de
nossas percepções
sensoriais, a
possibilidade de
outros mundos
paralelos ao
nosso deixa de
parecer tão
fantástica. Já no
século V a.C, o
também filósofo
grego Anaxágonas
expressava a
crença de que
"outros homens e
outras espécies
viventes" moravam
em uma espécie de
terra que,
ocupando o mesmo
espaço da nossa,
como
interpenetrando-se
com ela, recebia
a luz de seus
próprios astros,
e cujos
habitantes "de
modo igual a nós
mesmos, possuem
cidades e
fabricam objetos
engenhosos".
Em os Purunas,
resumo da
mitologia,
filosofia e ritos
do hinduismo, se
fala dos "dwipas"
ou sete níveis de
existência, os
quais possuem
seus respectivos
mares, montanhas
e habitantes
inteligentes. Na
década de 60, o
escritor e físico
francês Jacques
Bergier se
interessou pelos
mundos
metafísicos do
hinduismo,
acreditando que
podia haver algo
de certo neles
segundo o
princípio da
matemática
moderna. Bergier
apontou que as
"superfícies de
Riemman" estão
compostas por
certo número de
capas que não
estão uma em cima
da outra, nem
lado a lado, mas
elas simplesmente
coexistem.
Bergier
simplificava o
assunto para os
leitores
inexperientes,
porém a conclusão
matemática era
que o espaço era
muito mais
complexo do que
aparenta e do
pensam a maioria.
"Se a terra é uma
dessas
superfícies",
escreve Bergier,
"por fantástico
que possa
parecer, resulta
a possibilidade
que existam
regiões
desconhecidas que
são geralmente
inacessíveis e
que, não aparecem
em nenhum mapa
mundi nem globo
terráqueo. Não
suspeitamos sua
existência, de
igual modo que
não suspeitávamos
a existência dos
micróbios, ou da
radiação
invisível de
espectro, antes
de havê-las
descoberto."
Encontrou Bergier
a prova do
exposto tanto por
Aaxágonas como os
escribas hindus
que relataram os
Purunas? Existem
mesmo
A propósito de
civilizações que
convivem em
diferentes
conceitos
especiais, o
mestre Djwal Khul,
em seu livro
"Tratado sobre o
Fogo Cósmico",
ditado a Alice A.
Bailey disse:"Nas
profundezas da
terra se encontra
uma evolução da
natureza
peculiar,
bastante parecida
com a humana.
Apresentam corpos
de um tipo
particularmente
densos, que
poderiam
considerar-se
definitivamente
físicos, na
acepção em que
entendemos esse
termo. Vivem em
colônias, sob uma
forma de governo
adequada as suas
necessidades, em
cavernas
centrais, embaixo
da terra. Seu
trabalho está
íntimamente
ligado ao reino
mineral e têm sob
seu controle os "agnichaitans"
dos fogos
centrais. Seus
corpos estão
constituídos de
modo que possam
suportar grande
pressão, e não
dependem da livre
circulação do ar,
como o homem, nem
são afetados pelo
intenso calor
existente no
interior da
terra. Pouco
posso comunicar
aqui a respeito
dessas
existências....aliás,
pouco ganhamos
extendendo-nos a
respeito dessas
vidas e de seus
trabalhos, pois
não é possível ao
homem
comprová-las, nem
seria desejável."
No entanto,
acredita-se, que
em determinadas
condições, é
possível que os
habitantes desse
mundo penetrem em
algum desses
outros mundos
paralelos. Essa
entrada de um
mundo para o
outro teriam
lugar através do
que se conhece
como portas
dimensionais ou
dobras
espaço-temporais.
Por inverossímil
que possa parecer
essa
possibilidade,
ela explica as
crenças
amplamente
difundidas no
folclore de todos
os países do
mundo, recordemos
as crianças
raptadas pelas
fadas, sobre
lugares em que se
podem entrar
porém não sair,
ou que se pode
visitar em
determinadas
épocas do ano ou
em cada certa
quantidade de
anos.
O investigador de
temas paranormais
Brad Steiger
manteve um
contato com um
indivíduo que
supostamente era
capaz de
voluntariamente
de passar para
outros níveis de
existência. Al
Kiessig, natural
de Missouri,
escreveu
detalhadamente
sobre suas
experiências com
os portais
dimensionais ou
pontos de acessos
a outras
realidades.
Informou a
Steiger que um
desses "universos
vizinhos", não
possuía som, nem
vento ou sol,
embora seu céu
dispunha de luz
suficiente para
sugerir a
existência de
semelhante astro.
Esse mundo
silencioso
parecia imitar o
nosso, copiando
até os detalhes
de casas de
madeira, porém o
silêncio, a
ausência de vida
animal e de seres
humanos infundiam
pavor. Também
mencionou o que
parece ser uma
constante quando
se passa de um
mundo para outro:
a considerável
diferença de
tempo entre ambas
dimensões.
Kiessig inclusive
mencionou que nas
montanhas de
Ozark havia um
lugar de onde se
poderia ver outra
dimensão com
clareza, e
inclusive
contemplar como
seus habitantes
entravam na
nossa. Outros
lugares que se
ouvem comentários
parecidos são em
Sedona, no
Arizona e Monte
Shasta, na
Califórnia.
Porém não é
preciso ir tão
longe para ter
acesso a alguma
dessas "portas"
onde, uma vez
ultrapassadas, o
tempo transcorre
a um ritmo
distinto ao dos
humanos e que
poderiam muito
bem tratar-se de
entradas ao mundo
das fadas.
Aparentemente
nesta incursão
pelos universos
paralelos nos
vemos afastados
um pouco das
fadas, duendes,
gnomos e seres
deste tipo, porém
o fato é que eles
estão aí, embora
muito não possam
vê-los. Como bem
dizia Bergier, um
aspecto notável
de nossa
civilização,
talvez de toda
civilização, é
uma espécie de
complô. Um complô
para que não
vejamos o que não
devemos ver. Para
que não cheguemos
sequer a
suspeitar que
neste mundo em
que vivemos haja
outros mundos.
Como se faz para
se romper esse
pacto não
expressado?
Talvez fazendo-se
um bárbaro, porém
antes de tudo,
sendo realista.
Assim dizendo,
partindo do
princípio de que
a realidade é
desconhecida.
Abrindo-nos à
experimentar em
campos nos quais
nunca antes
tenhamos nos
aventurado e
colhendo os
feitos que surjam
sem prejuízos. A
única coisa que
se necessita é
uma mentalidade
aberta e fome de
saber. Com essas
premissas, logo
aparecerá diante
de nós o
fantástico. No
fundo, esta é a
atitude da
verdadeira
Ciência, enquanto
tenhamos nos
acostumado a
considerar como
Ciência, só o que
o racionalismo do
século XIX acabou
por impor.
Ciência é o
conhecimento de
tudo que a
inteligência
possa investigar,
tanto fora quanto
dentro de nós,
sem desdenhar o
pouco usual e sem
excluir
covardemente o
que pareça
escapar das
normas. Se diz
que a mente é
como um
para-quedas,
quando mais
aberto, mais útil
se torna.
Pensamos que uma
mente fechada
ante ao novo é
como uma
proteção, quando
simplesmente nos
isola da
realidade.